Evento foi promovido pela Prefeitura de São Paulo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

No dia 25 de julho, a docente Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas da UFSCar, recebeu o prêmio "Luiza Mahin", oferecido pela Secretaria Municipal de Participação e Parceria (SMPP) de São Paulo. A premiação, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, aconteceu na Câmara Municipal de São Paulo e teve como objetivo reconhecer esforços das mulheres negras do continente americano em defesa das transformações nas relações de gênero e raça.

Ao falar sobre a premiação que recebeu, Petronilha salientou a importância histórica e social da homenagem prestada em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. “O evento foi muito importante por reconhecer e valorizar o trabalho de mulheres negras, descendentes dos africanos, no sentido de divulgação da cultura negra, inclusão social e luta antidiscriminatória em favor de todos os segmentos da população brasileira que a sociedade insiste em manter a margem”, observa a professora.

A docente da UFSCar acredita que ainda são necessárias mudanças urgentes para a defesa da dignidade do negro nas áreas da saúde, educação, moradia, emprego e a garantia ao direito de professar religião de raiz africana, tais como candomblé, macumba, batuque e umbanda. "É necessário também que haja um respeito a sua história e cultura, a divulgação das suas contribuições para a construção da nação brasileira, suas lutas por libertação e combate ao racismo e a divulgação das contribuições de intelectuais negros em diferentes campos do conhecimentos, tais como André Rebouças, Machado de Assis, Abdias do Nascimento, Oliveira Silveira, Antonieta de Barros, Lélia Gonzales, Beatriz Nascimento, Chiquinha Gonzaga, Mãe meninha do Gantois, entre tantos outros", lembra Petronilha.

O I Prêmio Luiza Mahin foi concedido a sete mulheres negras brasileiras, que se destacaram pela coragem, persistência e liderança. O prêmio é oferecido em referência à Luiza Mahin, uma das chefes da Revolta dos Búzios, em 1835, na Bahia. Além da professora Petronilha, também receberam a premiação Ana Maria Araújo Santos, Fanta Konate, Luislinda Dias de Valois Santos, Mafoane Odara Poli Santos, Sônia Maria Pereira Nascimento, Theodosina Rosário Ribeiro e Vicenta Camusso.